Regime de capitalização: o que é e como funciona?

Nos últimos tempos, por causa da Reforma da Previdência, muito se tem falado sobre regime de capitalização.

Neste artigo, daremos mais detalhes sobre o tema. Quer saber como funciona o regime de capitalização? Então, continue a leitura e confira!

O que é regime de capitalização?

Quando falamos em planos de aposentadoria, regime de capitalização é o modelo que reúne os valores pagos pelos contribuintes e os direciona para diferentes tipos de aplicações financeiras.

A lógica é a mesma dos fundos de investimento: nessa modalidade, existe um gestor que cuida de alocar o patrimônio do fundo em determinados ativos, a fim de proporcionar o melhor resultado possível aos cotistas. 

No caso do regime de capitalização, o propósito de alocar os recursos é formar um fundo para a aposentadoria dos contribuintes.

Regime de partição e regime de capitalização

No Brasil, a Previdência Social utiliza o regime de partição para formar as reservas dos trabalhadores. Esse regime prevê que os trabalhadores ativos paguem pela aposentadoria de quem já não está mais trabalhando. 

E, da mesma forma, quem está recebendo aposentadoria hoje já contribuiu para que outros pudessem se aposentar. Ou seja, a lógica é de que todos paguem de acordo com as suas possibilidades para assegurar que todos tenham direito a receber aposentadoria.

A Reforma da Previdência levantou a possibilidade de que passasse a ser utilizado o regime de capitalização para formar esse fundo. Na capitalização, cada trabalhador é responsável pela sua aposentadoria de forma individual.

É dessa forma que funcionam os planos de previdência privada, como PGBL, VGBL e fundos de pensão.

Rendimentos no sistema de capitalização

Os rendimentos no sistema de capitalização podem ser calculados por meio de juros simples ou juros compostos. A seguir, veremos as diferenças entre eles.

Juros simples

Nesse sistema, a taxa de juros incide somente sobre o valor inicial aplicado. Por isso, a remuneração dos juros simples é sempre menor do que a oferecida pelos juros compostos.

Imagine que você tenha aplicado R$ 5.000 inicialmente, a uma taxa de 3% ao ano. No caso dos juros simples, a taxa incidirá, ano a ano, somente sobre os R$ 5.000, sem considerar os juros junto com o principal.

Juros compostos

Já no caso dos juros compostos, a remuneração incide sobre o principal acrescido dos juros do período.

Se os mesmos R$ 5.000 forem aplicados a 3% ao ano no sistema de juros compostos, isso significa que, ao final de um ano, o seu dinheiro terá rendido R$ 150. 

Já no segundo ano, os juros incidirão sobre R$ 5.150, e não sobre R$ 5.000 como no caso dos juros simples. Dessa forma, no momento do resgate, o valor capitalizado por juros compostos será maior do que no caso dos juros simples.

Atenção à liquidez dos investimentos

Em algumas situações, pode ser que você só tenha o rendimento contratado no final do período. Isso significa que, se a aplicação foi contratada por três anos, se você decidir sacar os recursos no final do primeiro ano, não receberá os juros proporcionais aos primeiros 12 meses. Por isso, é muito importante prestar atenção na liquidez e no prazo de carência do investimento, seja ele previdência privada ou qualquer outra modalidade.

Quer saber mais sobre investimentos para a aposentadoria? Então, dê uma olhada nos artigos abaixo:

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