Vale a pena investir em ETF de renda fixa?

Arrisco dizer que o ETF (Exchange Traded Fund) mais conhecido da bolsa de valores brasileira seja o BOVA11 que, basicamente, replica o índice Bovespa, sendo ele um ETF de renda variável.

Os ETFs mais conhecidos, ao observar o mercado, são os de renda variável, mas há também os de renda fixa.

No momento em que escrevo esse artigo (22/12/2020), os ETFs de renda fixa representam 27% de todos os ETFs listados em bolsa. O total listado em bolsa é de 30 unidades, sendo 22 de renda variável, e 8 de renda fixa.

Olhando para esse número, parece pouco, não é? E de fato, é pouco mesmo. No Brasil esse mercado não é muito desenvolvido em comparação com os Estados Unidos, por exemplo. Lá o número de ETFs é infinitamente maior.

Só para clarear, ETF é um fundo de investimento que vai replicar algum índice. E se você quer saber mais sobre o assunto, nós temos vários artigos que podem te ajudar. Para isso, vá na nossa seção de artigos e digite “ETF” na barra de pesquisa.

E fazendo mais um gancho, nós temos um artigo sobre o que é ETF de renda fixa e como investir. Para acessá-lo, é só clicar AQUI.

Mas vamos lá!

Vale a pena investir em ETF de renda fixa?

Primeiro, entenda que, no caso de um ETF de renda fixa, ele vai alocar os recursos do fundo em títulos públicos e privados.

E dizer se vale a pena ou não vai depender do seu perfil de investidor. Não existe uma resposta única e objetiva, pelo contrário, ela é bastante subjetiva, pois depende da aderência do investimento ao perfil de quem quer investir. Talvez valha para você, já para outros, não.

Mas, vou deixar aqui algumas informações para você refletir.

Taxa de juros

Os ETFs mais comuns são os que acompanham a rentabilidade do índice IMA-B e IRF-M, sendo um relacionado com o retorno de ativos indexados à inflação, e o outro relacionado com o retorno de títulos públicos pré-fixados, respectivamente.

Dito isso, é interessante que se faça uma análise das perspectivas do mercado em relação à Selic.

“Mas por que fazer isso?”

Porque, basicamente, quando a taxa de juros sobe, o preço do título cai, e quando a taxa de juros cai, o preço do título sobe.

E como a maioria dos ETFs acompanham a rentabilidade de títulos públicos e ativos indexados à inflação, eles serão impactados por essa mudança, seja de forma positiva ou negativa.

Sem contar o fato de que esses ETFs têm em carteira tanto ativos de curto quanto de longo prazo, sendo os de longo prazo mais impactados, negativa ou positivamente e que, por consequência, impactam o fundo também.

Portanto, se a perspectiva desses ativos de longo prazo for negativa, talvez não seja muito interessante investir.

Nesse caso, você pode, por exemplo, investir diretamente em ativos de renda fixa que tendem a se beneficiar nos próximos meses, e quando as perspectivas forem favoráveis para os ETFs, aí sim investir neles.

Então, a dica é: fique de olho nas perspectivas da taxa de juros.

Tributação

A tributação é favorável ao investidor, pois independente de quanto tempo ele fique no ETF, a alíquota será sempre de 15%.

Agora, caso decida investir individualmente, a tributação seguirá a tabela regressiva, que vai de 22,5% até 15%, além do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que é cobrado caso o investimento seja de até 29 dias.

Conclusão

Então, Yubber, diante do que eu disse, podemos chegar a uma conclusão: dependendo do caso, é mais vantajoso investir em ETF de renda fixa; dependendo do caso, é mais vantajoso investir diretamente no ativo.

Para conseguir tomar uma boa decisão, fique ligado aos cenários e perspectivas. Ah, e claro, para incrementar ainda mais, não deixe de conhecer todos os custos envolvidos em ETFs, bem como suas vantagens e desvantagens.

Espero que o artigo tenha te ajudado, Yubber. Até mais!


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