Fundos ESG: o que são e como funcionam?

As questões socioambientais têm atraído cada vez mais a atenção da sociedade, e isso se reflete também no mercado financeiro. 

Os fundos ESG (também chamados “fundos verdes”) são um exemplo dessa tendência entre os investidores no mundo todo.

A seguir, entenda como funcionam esses fundos e quais os seus diferenciais. Continue a leitura!

Fundos ESG: como funcionam esses investimentos?

Traduzida do inglês, a sigla significa Environmental, Social and Governance, e faz referência aos fundos que investem em empresas com critérios ambientais, sociais e de governança.

Esses ativos funcionam da mesma forma que outros fundos de investimento. A diferença está na alocação dos recursos.

Em outras palavras: o gestor de um fundo ESG reúne os recursos dos cotistas e aloca esse patrimônio em ações de empresas que obedecem aos critérios descritos acima. Vejamos como eles funcionam:

Ambientais

Como o nome sugere, os critérios ambientais levam em conta os impactos que a atividade da empresa causa no meio ambiente. A forma como a organização lida com o consumo e tratamento da água, reciclagem e descarte do lixo, aquisição e transformação da matéria-prima são alguns dos exemplos.

Sociais

Promoção de bom ambiente de trabalho, remuneração justa, inclusão social, segurança no trabalho, respeito à diversidade são alguns exemplos de critérios sociais utilizados na avaliação de investimentos ESG.

Governança

Nesse critério, é avaliado o desempenho da empresa em relação à transparência, responsabilidade corporativa, prestação de contas, entre outros.

Saiba mais sobre governança corporativa neste artigo. 

Para que possam receber investimentos ESG, é necessário que as empresas tenham desenvolvido, no mínimo, um dos critérios acima. É claro que o ideal é que ela seja forte em todos os três pontos.

ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial)

Como o próprio nome sugere, o ISE é um indicador que tem por objetivo fomentar as práticas de sustentabilidade nas empresas. Ele foi criado por meio de uma parceria entre a bolsa de valores brasileira (B3) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Esse índice é formado por, no máximo, 40 companhias. Todo fim de ano a lista do ISE é renovada, e a B3 a divulga em seu site.

Para que possa participar da composição do ISE, é necessário que a empresa esteja entre as 200 que possuem as ações de maior liquidez na bolsa. 

Além disso, ela também será avaliada por critérios sócio-ambientais, econômicos e de governança corporativa para que possa participar do índice.

Neste artigo, saiba mais sobre o ISE. 

Green Bonds

Os green bonds também são uma opção de investimento ESG. Trata-se de títulos de renda fixa que captam recursos para financiar projetos de desenvolvimento sustentável, ou seja, voltados a mitigar os danos ambientais.

Os recursos dos green bonds já são utilizados por setores de gestão de resíduos, projetos florestais, energias renováveis, entre outros. No Brasil, esses títulos podem ter diversos formatos, como debêntures, letras financeiras e cotas de fundos, por exemplo.

Entenda como funcionam os green bonds neste artigo.


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