Setores defensivos de ações: o que são e qual a sua importância para a carteira?

Se você já investe, ou está começando a conhecer o mercado de capitais, precisa saber o que são setores defensivos de ações e por que é importante ter títulos desses segmentos na carteira.

Continue a leitura, e saiba mais sobre o assunto!

Setores defensivos X setores cíclicos

Os setores defensivos da bolsa (também chamados de não-cíclicos) são aqueles pouco relacionados com o desempenho da economia. Ou seja, o desempenho das empresas que atuam nesses setores não sofre fortes impactos dos ciclos econômicos, pois os bens ou serviços que oferecem são de primeira necessidade.

Há bens e serviços que, mesmo em épocas de crises, nunca deixam de ser consumidos pela população. Isso faz com que empresas que atuam nesses setores consigam manter uma geração de receita mais estável do que outras que atuam em segmentos mais vulneráveis.

Por outro lado, os setores cíclicos são aqueles que, diferentemente dos defensivos, sofrem impacto direto do desempenho da economia.

Em geral, as empresas dos setores cíclicos aproveitam a onda de prosperidade econômica do país. Por isso, costumam ter os melhores desempenhos somente quando a população está mais disposta a consumir. Dessa forma, o seu faturamento crescerá em épocas de progresso econômico, e cairá em momentos de crises financeiras.

Importância dos setores defensivos para a carteira de ações

Como você viu, empresas que atuam em setores defensivos conseguem manter uma regularidade na sua performance operacional. Dessa forma, essas ações conseguem proteger mais a carteira do investidor em relação às oscilações do mercado.

Mas atenção: isso não significa que as ações defensivas não possam se desvalorizar. Nunca se esqueça que a renda variável é volátil, ou seja, esses investimentos estarão sempre sujeitos ao sobe e desce do mercado financeiro. No entanto, dentro desse mercado existem setores que conseguem se descolar um pouco dessas oscilações, justamente por oferecerem produtos e serviços que as pessoas não podem deixar de consumir, mesmo em momentos de crises.

Por causa dessa essencialidade, investir em ações defensivas é uma boa forma de proteger o patrimônio.

Quais são os setores defensivos da bolsa?

Os principais setores defensivos da bolsa são os seguintes:

- energia;

- infraestrutura;

- saneamento;

- saúde;

- educação;

- alimentação;

- financeiro;

- telecomunicações;

- bens de capital.

É importante saber que, mesmo entre empresas de setores não-cíclicos, existem diferenças em relação à volatilidade das ações. Isso deve-se ao grau de essencialidade do produto ou serviço prestado à população.

Por exemplo, embora os setores financeiro e de energia sejam considerados defensivos, em épocas de crises os bancos sofrem bem mais do que as empresas de energia. O mesmo se aplica à educação, que tem impactos negativos mais fortes do que o setor de alimentos, por exemplo.

No entanto, mesmo considerando essas diferenças, as ações desses setores ainda são menos voláteis do que as de segmentos mais dependentes do poder aquisitivo da população. Nesse sentido, ações de companhias aéreas, do setor automobilístico e do varejo não essencial, por exemplo, são muito mais dependentes dos ciclos da economia.

Distribuição de dividendos

Outra análise que se pode fazer é em relação ao pagamento de dividendos. As ações defensivas abrangem a maioria das empresas que atuam em setores já consolidados. Pelo fato de essas empresas não precisarem reinvestir com tanta frequência e intensidade, elas conseguem pagar mais dividendos aos seus acionistas.

Portanto, quem visa ter renda passiva com investimentos, deve dar especial atenção às ações de setores defensivos. O dividend yield (DY) é o principal indicador financeiro para entender como uma empresa distribui resultados aos seus acionistas. Clique no link abaixo e entenda como isso funciona.

E como selecionar as ações para a carteira?

Até agora, falamos sobre o que são as ações defensivas e por que é importante ter esses títulos na carteira. No entanto, é importante saber que há, também, outros critérios a serem considerados na hora de escolher as melhores ações.

Diversificação

Um dos pontos fundamentais é ter uma boa diversificação. No caso das ações, é importante investir em empresas de diferentes segmentos, para evitar que uma crise em determinado setor da economia prejudique o desempenho de toda a carteira.

No entanto, é preciso ter cuidado com a pulverização dos investimentos. Isso acontece quando o investidor adquire tantos títulos diferentes que acaba ficando difícil acompanhar o desempenho de cada um. Além disso, as variações positivas nos preços dos títulos acabam não trazendo efeito relevante, pois ficam diluídas em muitos ativos.

No link abaixo, nós mostramos como diversificar os investimentos sem pulverizar a carteira.

Outro ponto importante a observar na diversificação diz respeito ao mercado de atuação das empresas. Nesse sentido, é sempre bom ter ações de companhias que atuam no mercado internacional, para que o patrimônio não fique totalmente suscetível às oscilações da economia local.

Quando o dólar está mais apreciado, muitas empresas sentem esse efeito no aumento dos custos de produção. Dependendo do caso, isso pode levar à queda de margem, o que, consequentemente, afetará negativamente o lucro dessas companhias.

No entanto, quando uma empresa exporta ou tem parte de sua estrutura fora do país, o efeito da alta do dólar acaba sendo benéfico para a sua receita. Nessa situação, a companhia exportadora terá mais vantagens do que outras empresas que atuam exclusivamente no mercado nacional.

Para diversificar a carteira em ativos internacionais, você pode tanto adquirir ações de empresas exportadoras quanto investir em outros títulos relacionados a esses ativos. No link abaixo, saiba mais sobre como fazer essa diversificação.

Se você tem dúvidas, ou quiser saber mais sobre esse ou outros assuntos, deixe abaixo os seus comentários!


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