Aluguel de fundos imobiliários vale a pena?

O ano de 2020 trouxe algumas novidades para os investimentos de renda variável. Depois da liberação dos BDRs para o público em geral, foi a vez da bolsa de valores autorizar o aluguel de cotas dos fundos imobiliários (FIIs), operação que, até então, só era permitida para ações.

Na prática, o aluguel de FIIs é bem semelhante ao de ações. Mas será que isso vale a pena? Para saber, veremos a seguir algumas peculiaridades dessas operações. Continue acompanhando a leitura!

Vale a pena o aluguel de fundos imobiliários?

Antes de mais nada, vamos explicar como funciona o aluguel das cotas de fundos imobiliários.

O investidor que detém as cotas de um FII e deseja alugá-las, deve fazer isso por meio de uma corretora de valores. Além disso, a operação precisa ter a garantia da B3.

Nessa operação, o dono do FII é chamado “doador”. Já quem está alugando as cotas é o “tomador”.

Lógica da operação

A lógica do aluguel de FIIs é a seguinte: o tomador tem a expectativa de que um fundo imobiliário se desvalorize em um determinado período. Dessa forma, ele aluga cotas desse FII do doador e as vende no mercado.

Ao fazer isso, ele espera que, daqui a algum tempo, essas cotas estejam mais baratas do que no momento que ele vendeu. Logo, quando tiver que devolvê-las ao doador, ele recomprará essas cotas no mercado por um preço mais baixo, e terá lucro com a diferença entre os preços de venda e de recompra.

Essa operação é indicada para quem deseja operar “vendido” (no mercado financeiro, o termo utilizado é short). Ou seja, o investidor opera vendido quando ele acredita na desvalorização de um determinado ativo.

No mercado financeiro, quando alguém aposta na desvalorização de um ativo, dizemos que esse investidor está operando “vendido” (ou em short). E é exatamente esse o caso de quem alugou as cotas do FII, ou seja, do tomador da operação.

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E quais as vantagens de alugar cotas de FIIs?

O aluguel de fundos imobiliários traz mais vantagens para o doador do que para o tomador.

Isso porque a operação tem a garantia da bolsa de valores. Logo, o doador não corre o risco de, no vencimento da operação, não receber de volta as suas cotas, pois, se o tomador não o ressarcir, a B3 fará isso.

Além disso, é mais uma forma de o dono das cotas lucrar com os FIIs, além da valorização das cotas e do recebimento de dividendos.

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Para o tomador também há vantagens, principalmente porque alugar cotas de FIIs é mais barato do que comprá-las. Por outro lado, ele corre o risco de as coisas não saírem conforme o planejado e as cotas subirem ao invés de se desvalorizarem. Nessa situação, a sua expectativa de lucro terá sido frustrada, e ele precisará recomprar as cotas mais caras do que pagou para devolvê-las ao doador.

Por isso, é preciso uma análise muito criteriosa antes de decidir pelo aluguel de FIIs. Nesse sentido, analisar aspectos como vacância física e financeira do fundo, histórico de rentabilidade, tradição do gestor e condições macroeconômicas ajuda muito na tomada de decisão.

E então? Você alugaria cotas de fundos imobiliários? Conte pra gente o que achou dessa operação!

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