Balanceamento dinâmico nos investimentos: como usar?

O balanceamento dinâmico é um conceito desenvolvido por Benjamin Graham e diz, basicamente, sobre equilibrar o portfólio em momentos de incerteza.

Yubber, talvez poucas pessoas conheçam esse conceito. Estratégia exposta por Benjamin Graham, o balanceamento dinâmico diz, basicamente, sobre um equilíbrio do portfólio.

Vamos entender melhor!

O que é balanceamento dinâmico?

O balanceamento dinâmico é um conceito desenvolvido por Benjamin Graham, sendo ele um dos maiores investidores que já existiram no mundo.

Além do mais, Benjamin Graham foi professor de Warren Buffet, que é também um dos maiores investidores e que, com certeza, você já ouviu falar. Ele também foi professor de outras pessoas ricas, mas que na época ainda não eram ricas.

O balanceamento dinâmico é um pouco antigo, e o conceito foi abordado por Benjamin Graham em seu livro “O investidor inteligente”. Livro esse que até o Warren Buffet deu um parecer: “De longe, o melhor livro sobre investimentos já escrito”.

Em um momento do livro, Benjamin diz que deve haver um balanceamento do portfólio.

Mas como isso é feito exatamente?

Basicamente, o balanceamento deve ser feito em momentos de incerteza, como não saber o futuro da economia, ou o futuro da bolsa, por exemplo.

É óbvio que em nenhum momento da nossa vida saberemos, de fato, o que acontecerá (isso em todos os campos), e essa é a ideia de utilizar a estratégia.

Como funciona o balanceamento dinâmico?

Bejamin Graham diz que devemos ter 25% em renda variável e 75% em renda fixa. Depois de ter feito isso, devemos olhar, depois de um ano, para a nossa carteira.

Provavelmente essas participações terão mudado, portanto devemos tomar uma nova ação: balancear novamente a carteira para que fique com o mesmo peso de antes.

Vamos imaginar que, depois desse período de um ano, os 25% que tinha em renda variável subiu para 35%. Isso significa dizer que a bolsa de valores subiu bastante e, consequentemente, a parte alocada em renda fixa teve sua participação reduzida. 

Para ter a mesma participação, Benjamin diz que devemos vender a parte excedente, aplicar em renda fixa, e assim ter novamente a mesma proporção de antes, ou seja, 25% em renda variável e 75% em renda fixa.

Aí depois de um ano, devemos olhar novamente para a carteira. Caso a bolsa tenha caído, por qualquer que seja o motivo, deve ser comprado mais ativos para fazer com que a participação volte aos 25%.

Dessa forma, estará sendo feito o que o mercado chama de “vender na alta e comprar na baixa”.

Olha o que o Warren Buffet disse certa vez sobre o balanceamento dinâmico:

“Era algo tão simples, tão direto e óbvio, que dava vergonha de ensinar, porque as pessoas poderiam dizer: mas… é isso? Só isso? E me tomariam por simplório”.

Qual a importância do balanceamento dinâmico?

Yubber, o fato de você já ter uma estratégia bem definida, evita com que você aja de maneira precipitada, ou melhor, no calor da emoção. Ele vai te ajudar a ter equilíbrio emocional e tomar decisões na hora certa.

Além do mais, ele é aplicável a qualquer investimento, portanto, não importa quais investimentos você tem. E não há porcentagem predefinida quanto aos pesos que cada ativo terá, mas desde que seja uma proporção coerente.

Por exemplo, se quiser 35% em renda variável e 65% em renda fixa, também é interessante!

Mas apesar de ser uma ferramenta estratégica de um dos maiores investidores que já existiu, você precisa analisar se ela faz sentido com o teu perfil de investidor e com os teus objetivos.

E aí, Yubber, o que achou do balanceamento dinâmico?


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