Benchmark nos fundos de investimento: como funciona?

Você provavelmente já se deparou ou ainda vai se deparar com o termo benchmark. De fato, ele é bastante utilizado como medida de referência, principalmente por gestores de fundos de investimento.

O que é benchmark?

Benchmark é uma referência de mercado utilizada por investidores, gestores, ou qualquer pessoa que queira utilizar essa medida para fins comparativos, a fim de avaliar se determinada tomada de decisão está conforme o esperado.

No Brasil, os benchmarks mais utilizados são a taxa DI e o índice Bovespa, mas há uma série de outras referências que podem ser empregadas, como por exemplo: IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), IBrX (Índice Brasil), taxa Selic, PTax (taxa de câmbio de referência do dólar), etc.

Um fundo de ações, por exemplo, vai utilizar o Ibovespa ou o IBrX. Agora, um fundo de renda fixa vai utilizar o CDI, ou outro índice de referência. Tudo depende da estratégia do gestor.

Relação do benchmark em fundo ativo e fundo passivo

O gestor do fundo de investimento vai buscar acompanhar ou superar o benchmark. É importante você conhecer qual a estratégia daquele fundo, pois ela pode condizer ou não com o teu perfil.

Alguns fundos são passivos, e outros são ativos. Pelo nome você já deve saber, intuitivamente, qual tem como premissa acompanhar o benchmark, e qual tem como premissa superar o benchmark.

Se você quer saber mais sobre gestão ativa e gestão passiva, e qual é a melhor, nós temos um artigo para você. Clique aqui! 

Fundo ativo

Em um fundo ativo, o gestor vai buscar superar o índice de referência. No regulamento é definido o benchmark que será a referência.

Para tal gestão, poderá ser cobrada taxa de performance, que deve constar no regulamento. Vou exemplificar como acontece essa cobrança.

Imagine que um fundo de investimento tenha como objetivo superar o Ibovespa, e que o resultado do Ibovespa no período foi de 10% e do fundo foi de 15%. Nesse caso, o fundo superou seu benchmark em 5%.

O fundo, então, pode cobrar a taxa de performance, mas desde que não ultrapasse 20% sobre o que excedeu, que representa 1% (20% de 5% que excedeu).

Sendo assim, o fundo entregaria uma rentabilidade de mais ou menos 14%, caso cobrasse o máximo permitido de 20%.

Importante dizer que, a taxa de performance somente pode ser cobrada depois de todas as outras despesas do fundo serem deduzidas.

Fundo Passivo

Nesse caso, o gestor do fundo vai buscar acompanhar o benchmark e, portanto, não terá taxa de performance. Se a taxa DI resultar em 7%, o fundo, por sua vez, terá como desempenho a proximidade do resultado do seu benchmark, que no nosso exemplo é 7%.

Por que o benchmark é importante?

Veja, como você saberá se o seu investimento está indo bem ou não? Você concorda que, para sabermos se um resultado foi positivo ou negativo, temos de ter um objeto de comparação? Caso contrário, a análise fica muito vaga.

Quando um gestor define o benchmark que será acompanhado (gestão passiva) ou superado (gestão ativa), ele vai tomar decisões coerentes para que a estratégia seja alcançada.

Depois de um período, ele fará uma análise comparativa, a fim de verificar se suas estratégias foram alcançadas. Essa análise comparativa é feita entre o resultado do fundo e o benchmark definido inicialmente.

E é claro que, o gestor, ao avaliar a performance do fundo, ele vai utilizar o benchmark correto para isso, porque cada estratégia de investimento tem um índice de referência correlato, portanto o gestor vai comparar “banana com banana”, e não “laranja com banana”.

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