Margem EBITDA: entenda esse indicador

A margem EBITDA permite avaliar a lucratividade das operações de uma empresa. Neste artigo, entenda como calcular e utilizar esse indicador em análises financeiras.

Antes de mais nada, o que é EBITDA?

A sigla vem do inglês, e significa "earnings before interest, taxes, depreciation and amortization" ou “lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações”.

Ou seja, o EBITDA corresponde ao resultado puramente operacional da empresa, pois as variáveis financeiras como juros, tributos, depreciações e amortizações não estão ligadas à operação.

Neste artigo, saiba mais sobre o que é e como analisar o EBITDA. 

E quanto à margem EBITDA?

Já a margem EBITDA é a razão entre o resultado operacional e a receita líquida da empresa. A fórmula é a seguinte:

Margem EBITDA = EBITDA / Receita líquida de vendas

Como o resultado operacional desconsidera todas as variáveis que não estão ligadas à atividade, pode-se dizer que a margem EBITDA mostra para a empresa ou investidor a lucratividade operacional do negócio.

Por que essa margem é importante?

Basicamente, quanto menor for a distância entre a margem EBITDA e o indicador, mais eficiência operacional tem a empresa. Por outro lado, uma margem muito descolada do EBITDA pode representar ineficiência na operação.

Por exemplo, ao analisar uma companhia, você percebe que o EBITDA é de R$ 2 bilhões. No entanto, se no mesmo período a receita líquida foi de R$ 40 bilhões, a margem EBITDA representa somente 5%. Ou seja, apesar de elevado, o lucro operacional nada diz se considerado individualmente.

A margem EBITDA é uma importante ferramenta para o empresário saber se a sua estratégia para a operação está alcançando os objetivos. Por sua vez, ela permite ao investidor escolher as empresas mais eficientes em termos operacionais para colocar o seu capital.

Limitações da margem EBITDA

Como todo o indicador, essa margem também possui algumas limitações.

A principal delas é o fato de excluir do resultado os efeitos dos encargos financeiros. Dessa forma, uma empresa excessivamente endividada pode apresentar uma boa margem EBITDA, pois os juros não são computados no cálculo do indicador.

Já vimos aqui no blog que, para uma boa análise financeira, devem ser utilizados o maior número possível de indicadores, e eles sempre devem ser avaliados em conjunto. Caso contrário, ocorrerão distorções nas análises, e isso poderá levar a decisões e estratégias equivocadas por parte de empresários e investidores.

A análise fundamentalista reúne uma série de indicadores importantes para a avaliação da saúde econômico-financeira das empresas. Saiba mais neste artigo. 

O que mais você gostaria de saber sobre esse ou sobre outros indicadores financeiros? Você costuma utilizá-los para escolher as suas ações? Deixe seus comentários aqui! 😊

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