5 dicas para escolher ações

O mercado de renda variável é muito sedutor, pois pode trazer resultados muito mais expressivos do que outras modalidades.

Afinal, todo mundo quer ver seu dinheiro crescendo de maneira significativa. Ainda assim, é importante lembrarmos que não existe fórmula certa para ter uma carteira de sucesso.

Por conta da volatilidade do mercado, é sempre recomendável construir uma carteira diversificada de investimentos. Quanto mais tipos diferentes de ativos aplicados, dentre renda fixa e variável, mais consistentes serão os ganhos a longo prazo.

Com isso, é possível fugir de prejuízos de determinado setor ou país e maximizar os resultados positivos do mercado em geral.

Depois desse breve resumo, listamos algumas dicas que você ter em mente na hora escolher suas ações:

1. Compre ações Small Caps e Blue Chips

Como já adiantamos, a diversificação é um dos melhores caminhos para construir uma carteira sólida. Essa tática pode ser aplicada também no mercado de ações, uma vez que existem empresas mais sólidas do que outras.

Nesse sentido, o mercado se divide entre as “Small Caps” e “Blue Chips”. As primeiras são empresas com menor valor de mercado, mas com grande potencial de crescimento

Embora tenham maior risco, elas podem apresentar rendimento percentual maior do que as “Blue Chips” - grupo formado pelas empresas maiores e mais consolidadas.

Por conta disso, as ações deste tipo são mais valiosas e têm maior liquidez. Em comparação ao outro grupo, possuem risco menor do que em comparação ao outro grupo de empresas.

No entanto, dificilmente você verá uma ação de uma “Blue Chip” dobrando de valor.

Mas, afinal: qual a melhor para a sua carteira - Smal Caps ou Blue Chips? Resposta: tenha os dois tipos de companhias na sua carteira de investimento acionário.

A porcentagem de cada grupo na sua carteira vai variar de acordo com o seu perfil de investidor.

2. Compare o lucro em uma linha do tempo

Quando você compra uma ação, você se torna dono de uma pequena porção de uma empresa. Portanto, escolha ser dono de uma companhia que renda lucros. Para isso, faça análises comparativas ao longo dos anos passados. Com esse olhar, é possível identificar quão sólido está sendo o crescimento de uma instituição.

É importante ter em mente que rentabilidade passada não significa certeza de lucro futuro. Ou seja, esse não deve ser um fator analisado de forma isolada.

3. Prefira empresas com patrimônio líquido positivo

Para saber se uma companhia tem um patrimônio líquido positivo, é importante saber quais são os ativos e os passivos que ela possui. 

Sendo que o primeiro diz respeito ao valor que ela tem para receber e o segundo são suas dívidas e despesas.O patrimônio líquido será a diferença entre esses dois fatores. 

Não é recomendável escolher instituições que possuam mais passivos do que ativos.

4. Faça comparações entre margem líquida das empresas do mesmo setor

A margem líquida é um valor que diz o quanto as empresas têm capacidade de gerar lucros. Esse índice é resultado da divisão do lucro pela receita. Para saber se essa porcentagem é competitiva, é preciso fazer comparações entre as concorrentes.

5. Estude os relatórios das empresas e das casas de análise

Existem diversas formas para analisar as empresas e o próprio mercado. Para isso, existem inúmeros documentos disponíveis para os investidores. 

Por exemplo, todas as companhias que estão listadas na B3 devem ter um site com todas as informações e balanços financeiros para seus acionistas - o site é chamado de RI (Relação com Investidores).

Ele é uma obrigação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e disponibiliza vários dados sobre a governança da instituição.

Além desses documentos, existem empresas especializadas em gerar relatórios sobre o mercado financeiro. As casas de análises são instituições que são profissionalizadas nesse tipo de assistência ao investidor.

As corretoras também oferecem esses serviços e podem auxiliar na escolha das ações.


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