Como funciona o reescalonamento de dívidas?

Mesmo quem dá importância à educação financeira e é precavido em relação às suas reservas, não está livre de gastos imprevistos. Em algumas situações, pode ser que a reserva de emergência não seja suficiente para cobrir despesas extras. Quando isso acontece, surge a necessidade de contrair dívidas, seja pela utilização do cheque especial ou mesmo por meio de um financiamento bancário.

No entanto, esses débitos podem sair do controle se o custo financeiro for muito elevado. Nessas horas, o reescalonamento de dívidas é a solução para reequilibrar as finanças. Neste artigo, entenda como isso funciona.

O que é o reescalonamento de dívidas?

Reescalonar uma dívida significa renegociá-la. Basicamente, são dois os aspectos principais nessa nova negociação: a redução dos juros originais e o maior prazo para pagamento do débito.

Desde julho de 2018, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) determinou que todos os bancos oferecessem o reescalonamento aos clientes que utilizassem mais de 15% do cheque especial por 30 dias consecutivos. O próprio aplicativo do banco possui a opção de simulação da renegociação. O cliente simula e decide se quer ou não optar por ela.

Exemplo de situação na qual o reescalonamento é adequado

Digamos que um imprevisto tenha feito você utilizar o cheque especial. A princípio, a sua ideia era usar o limite por poucos dias e cobri-lo assim que recebesse seu salário.

No entanto, com o passar do tempo, surgiram outras necessidades financeiras que o impossibilitaram de cobrir o saldo devedor. Além disso, os elevados encargos do limite aumentaram a sua dívida, e isso desorganizou o seu orçamento.

Esse é o momento de você reescalonar a sua dívida junto ao banco. Para isso, você precisará negociar com o seu gerente um prazo para pagamento do cheque especial, em parcelas que caibam no seu orçamento e, também, a redução dos encargos originais.

Ou seja, o reescalonamento é a troca de uma dívida mais cara por outra mais barata e com maior prazo para liquidação.

Vale a pena a renegociação de dívidas?

Em 2020, os juros do cheque especial superaram 112% ao ano. Já os encargos do cartão de crédito rotativo chegaram a quase 320% ao ano.

Ao readequar o perfil da dívida, o cliente mantém o nome limpo junto aos sistemas de informações de crédito, como SPC e Serasa. Além disso, novas perdas financeiras são evitadas mediante a redução dos encargos da renegociação.

Por sua vez, ao proporcionarem melhores condições de pagamento, os bancos reduzem a sua inadimplência e conseguem conservar o relacionamento com o cliente.

No entanto, para que a renegociação tenha o efeito desejado, é importante ficar atento às suas condições e ser muito transparente na hora de fechar o acordo. Por isso, analise os juros e o prazo de liquidação propostos para o novo contrato. Caso você ache que não conseguirá cumprir o acordo, faça uma contraproposta à sua instituição financeira com as condições mais adequadas à sua realidade.

Por fim, é muito importante que, durante o reescalonamento da dívida, você evite contrair novos débitos. Caso contrário, o efeito “bola de neve” poderá prejudicar as suas finanças no futuro.

Aqui no Yubb já publicamos vários materiais com dicas sobre educação financeira e organização do orçamento. Acompanhe as nossas postagens, e mande suas perguntas que lhe responderemos!


Você também pode gostar desses artigos

library_booksTodos os artigosVoltar para o topo