Como investir na Europa? Veja 3 opções

Se você está pensando em diversificar o seu patrimônio em ativos internacionais, precisa saber como investir na Europa. Trata-se de um dos mercados mais sólidos e diversificados do mundo, que possui muitas empresas líderes mundiais em diversos segmentos da economia.

Neste artigo, mostraremos algumas das razões para investir na Europa nesse momento, e de que forma você pode fazer isso sem precisar abrir uma conta lá fora. Continue a leitura e confira a seguir!

Afinal, por que investir na Europa?

Durante muito tempo, o mercado europeu não esteve entre os preferidos dos investidores internacionais. Motivos como baixo crescimento, instabilidades políticas (Brexit é um exemplo), fragmentação do setor bancário, entre outros, acabaram afastando boa parte do capital estrangeiro, que preferiu os Estados Unidos e a economia asiática.

Nos últimos anos, a baixa participação de empresas digitais no mercado europeu também contribuiu para o afastamento dos investidores. No entanto, essa realidade está mudando, e hoje já conseguimos listar com mais facilidade bons motivos para investir na Europa. Veja algumas delas a seguir.

Mudanças na política econômica por causa da pandemia

Com a pandemia, a Europa deixou de lado as suas políticas rígidas de contenção de gastos e injetou alguns bilhões de euros para socorrer a atividade econômica. É claro que, por um lado, isso aumenta o endividamento dos países. No entanto, a ação impede o fechamento de muitas empresas e evita o desemprego em massa, o que poderia ser ainda mais danoso à economia.

Maior atração de empresas de tecnologia

De acordo com o Morgan Stanley, depois de muitos anos de desempenho abaixo da média, a partir do segundo semestre de 2020 a capitalização de mercado de bancos e empresas de energia caiu para 10%. Por sua vez, o setor de tecnologia tornou-se o mais representativo do índice Euro Stoxx 50, com um percentual de 14%.

Segundo o banco, esse movimento reflete o otimismo de investidores animados com as novas startups de software do continente europeu.

Investimentos ESG

A Europa é o berço dos investimentos ESG (....). De acordo com a gestora britânica Jupiter Asset Management, em 2020, o continente se tornou o primeiro grande bloco econômico a adotar metas de emissões de carbono zero. Atualmente, 57% da energia europeia é obtida por meio de fontes renováveis, e isso continuará favorecendo os investimentos em empresas que trabalham com padrões de sustentabilidade.

Clique aqui, e saiba mais sobre os investimentos ESG.

Preços descontados

Recentemente, um levantamento da empresa de análise de investimentos MorningStar, mostrou que as ações europeias estavam sendo negociadas abaixo do preço justo. Dessa forma, o preço atrativo das ações pode ser visto como um estímulo para ingressar no mercado europeu.

E como investir na Europa sem precisar abrir conta no exterior?

Existem formas mais práticas de investir na economia europeia sem precisar abrir uma conta no exterior. Na bolsa brasileira, você consegue adquirir títulos que representam empresas e índices europeus. A seguir, conheça três modalidades.

BDRs

Os BDRs (Brazilian Depositary Receips) são uma das formas mais fáceis e acessíveis de investir em empresas internacionais. Esses títulos representam ações de companhias estrangeiras, mas são comercializados em reais pela bolsa brasileira. Logo, você não precisa ter uma conta lá fora para adquirir um BDR.

Neste artigo, saiba mais sobre como funcionam esses investimentos. 

Atualmente, dos mais de 670 BDRs listados na bolsa brasileira, 61 são de empresas europeias. Grandes companhias como Unilever, AstraZeneca, Ferrari, Nokia, Shell, Deutshe Bank, Credit Suisse, Sanofi, Rio Tinto e várias outras estão entre os BDRs disponíveis para comercialização.

ETFs

Já os ETFs (Exchange Traded Funds), também chamados de “fundos de índices”, são investimentos que replicam determinado indicador financeiro. No caso do mercado europeu, existe no Brasil o EURP11, que tem como objetivo acompanhar a performance média das principais empresas das maiores bolsas da Europa.

O EURP11 utiliza como benchmark o índice MSCI Europe MI, cuja carteira teórica é composta pelas 1000 maiores empresas europeias. Dessa forma, ao adquirir cotas desse ETF, você estará investindo nas gigantes multinacionais do continente europeu, como Unilever, Nestlé, Roche, LVMH, entre outras.

Em relação aos custos, há cobrança de 0,39% de taxa de administração nesse ETF.

BDRs de ETFs

E que tal investir nas duas modalidades acima ao mesmo tempo?

A princípio, isso pode não fazer muito sentido, não é mesmo? Afinal, por que não adquirir BDRs e ETFs separadamente, já que existem boas opções de cada um deles?

Essa é uma pergunta muito frequente entre os investidores, e a resposta é muito simples: ao adquirir um BDR de ETF, a sua diversificação pode ser maior. Um BDR tradicional representa somente uma empresa estrangeira, ao passo que um BDR de ETF é formado por ações de várias empresas de um segmento ou região específicas.

Veja alguns exemplos de BDRs de ETFs disponíveis no Brasil que investem no mercado europeu:

BEWU39: acompanha o índice MSCI United Kingdon, que representa cerca de 90 empresas da região, responsáveis por cerca de 85% da capitalização do mercado acionário.

BEWG39: acompanha o índice MSCI Germany, que representa 85% do mercado acionário alemão.

BEWP39: acompanha o índice MSCI Spain 25/50, que representa 18 companhias espanholas, com foco nos setores financeiro, utilities e industrial.

Aqui no Yubb, a gente já falou algumas vezes sobre a importância da diversificação internacional para os investimentos. Além de proporcionar mais chances de rentabilidade, investir em ativos internacionais atenua a volatilidade da carteira causada pelo risco-país. Saiba mais sobre o assunto no link abaixo:

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