Quem é Luiz Carlos Mendonça de Barros?

Além de já ter presidido o BNDES e o Banco Central, Luiz Carlos Mendonça de Barros também foi Ministro das Comunicações no Governo de Fernando Henrique Cardoso.

O economista também ficou conhecido pelo processo de improbidade administrativa que respondeu até 2009, sobre sua atuação no referido ministério. A seguir, veja mais detalhes sobre seu histórico e atuação profissional.

Luiz Carlos Mendonça de Barros – histórico e trajetória profissional

Luiz Carlos nasceu em 1942, na cidade de São Paulo. Em 1966 concluiu a faculdade de engenharia de produção na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). 

Logo após, iniciou a pós-graduação em política de negócios para a pequena e média empresa na Faculdade de Economia da USP. Por fim, fez mestrado e doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), ambos voltados às ciências econômicas.

Antes de ingressar na política, Luiz Carlos dividia sua atuação profissional entre o mercado financeiro e a academia. Em 1967, assumiu o cargo de analista financeiro no Banco de Investimento Industrial (Investbank). 

Quase simultaneamente, começou a lecionar estatística na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e economia na Faculdade de Administração e Economia de Piracicaba.

Em 1972, juntamente com três sócios, Luiz Carlos fundou a corretora Patente e, no ano seguinte, a consultoria MB Associados.

Em 1981, tornou-se articulista da Folha de São Paulo e, no ano seguinte, passou a escrever uma coluna semanal no jornal, trabalho que realizou até 1991. 

Em 1983 deixou a corretora Patente para fundar a empresa que, posteriormente, se tornaria o banco de investimentos Planibanc, do qual foi diretor.

Em 1985, deixou o Planibanc para assumir a diretoria de mercado de capitais do Banco Central e, também, para participar do Conselho Monetário Nacional (CMN), onde atuaria até 1987. 

O CMN faz parte do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Entenda como funciona o SFN neste artigo.

Ao retornar ao Planibanc, em 1989, seu nome foi ligado ao caso Naji Nahas, uma vez que a sua corretora foi acusada de financiar as operações do especulador. No entanto, as acusações não foram comprovadas.

Em 1993, junto com quatro sócios, fundou o banco Matrix, do qual tornou-se diretor e responsável pelo setor de estudos econômicos. No entanto, em 1995, Barros deixou a presidência do Matrix para assumir a presidência do BNDES.

Barros e o “grampo do BNDES”

Em 1998, com a morte de Sérgio Motta, Luiz Carlos foi nomeado Ministro das Comunicações do governo FHC. Porém, o seu envolvimento com o escândalo que ficou conhecido como “grampo do BNDES” lhe custou o cargo.

O fato remete à privatização do sistema Telebrás. Na ocasião, Luiz Carlos Mendonça de Barros foi acusado de atuar em um esquema de favorecimento do consórcio organizado pelo banco Opportunity com a participação do fundo de pensão PREVI, do Banco do Brasil. O processo se estendeu até 2009, quando então Barros foi absolvido.

Se você quiser saber mais a respeito de Luiz Carlos Mendonça de Barros, ou sobre outra personalidade do mercado financeiro, deixe aqui os seus comentários!


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