O que é fan token? Vale a pena investir?

Quem acompanha futebol, deve ter assistido a despedida histórica do Messi no Barcelona, que foi para o Paris Saint-Germain. O que poucos sabem é que parte da transação milionária feita entre os dois clubes foi paga com fan token (no caso, o PSG), um ativo digital que tem sido cada vez mais utilizado.

Outros grandes times do futebol europeu, como Juventus, Milan e Atletico de Madri já aderiram aos fan tokens. Mas não é só no futebol que essa novidade tem ganhado força e visibilidade. Outro mercado bilionário – o da Fórmula 1 – também ficou animado com a novidade. Ao menos duas equipes do grid atual (Alfa Romeo e Aston Martin) lançaram as suas moedas, em janeiro de 2021.

Mas afinal, o que é um fan token?

Antes de mais nada, é preciso saber o que é e para que serve um token.

Os tokens são criptoativos criados em uma rede blockchain que já está em operação. Ao contrário das criptomoedas, a sua arquitetura de sistema é relativamente simples, o que o faz rodar em diferentes plataformas. Normalmente, o padrão de programação é o ERC-20, o mesmo que roda na rede Ethereum, a mais utilizada entre todas as altcoins.

O objetivo de um token é representar algum ativo que possua valor de mercado. Esse ativo pode ser uma propriedade, uma obra de arte, uma música e, até mesmo, a participação em um clube de futebol como associado. Resumidamente, o token é a representação digital de algum bem.

Quando inserido em uma rede blockchain, um token também pode funcionar como criptoativo. Dessa forma, ele acaba funcionando como uma espécie de contrato, que transfere a posse de algum ativo para quem possui o token.

 

No caso dos fan tokens, como o próprio nome diz, trata-se de tokens dos fãs, que são utilizados para diversos fins. Com um fan token, o torcedor pode ganhar descontos, prêmios e, também, participar de decisões, como a nova camisa do time, a pintura do ônibus, a música que toca no estádio, e tudo o mais que o clube possa oferecer aos seus associados.

Atualmente, o associado de um clube de futebol tem a carteirinha do time. Ou seja, ela paga uma mensalidade e tem direito a descontos nos jogos e diversos outros benefícios. Com o fan token, esses benefícios vão além dos tradicionais, engajando mais ainda o associado à vida do time.

Como surgiram os fan tokens

A plataforma Socios.com foi quem lançou os fan tokens no mercado, estabelecendo parcerias com os grandes times europeus para o início do projeto.

Aos poucos, a tecnologia foi sendo cada vez mais utilizada, já tendo chegado inclusive ao Brasil. Por aqui, o primeiro clube que lançou um fan token foi o Atlético Mineiro (GALO), em uma venda inicial de 850 mil unidades, que gerou quase US$ 2 milhões.

O segundo clube brasileiro a lançar esse ativo digital foi o Corinthians. No momento em que fazíamos esse conteúdo, o clube aguardava a entrada em circulação do seu fan token, programada para 2 de setembro, um dia depois do seu 111° aniversário.

O mercado de fan tokens tem sido visto com bastante otimismo no Brasil. Além do resultado expressivo com as vendas do GALO, a Mercado Bitcoin informou que, nos dias próximos do anúncio da contratação de Messi, o PSG foi o ativo digital mais comercializado na plataforma. Inclusive, o volume de negociações superou até mesmo o bitcoin e o ether, líderes disparados do mercado cripto.

Características dos fan tokens

Cada clube determina o preço inicial de lançamento do token, a quantidade que vai entrar no mercado, as promoções e as funcionalidades que serão disponibilizadas para os detentores.

Uma peculiaridade dos fan tokens em relação a outros criptoativos é a janela de tempo de negociação. Normalmente, os clubes trabalham com um período curto, pois já possuem um objetivo específico, ou uma meta de valor. No caso do Atletico de Madri, o segundo lote do token ficou à venda por pouco mais de nove horas. Outros times europeus chegaram a disponibilizar o ativo por menos tempo para compra.

Outros mercados

Além do futebol e da Fórmula 1, outros mercados tem voltado as atenções para esses tokens. É o caso de algumas organizações internacionais de MMA, como a PFL (Professional Fighters Leage) e a UFC (Ultimate Fight Championship). A PFL lançou o seu fan token em março desse ano e, três meses depois, foi a vez da UFC, ambos por 2 euros.

Vale a pena investir em fan token?

Para responder a essa pergunta, é preciso entender que a função principal de um token é a sua funcionalidade. Diferentemente de uma criptomoeda, criada principalmente para ser uma reserva de valor.

Por isso, o objetivo de quem investe em um fan token é, principalmente, ter determinados privilégios junto ao seu time. Ou seja, não significa que o ativo vá se valorizar, nem que, necessariamente, mantenha o seu o valor.

Isso até pode acontecer, afinal há no mercado hoje tokens que disputam com criptomoedas em valorização e capitalização de mercado. No entanto, essa valorização é algo secundário no objetivo de um token, pois está relacionado ao crescimento do ecossistema. Quanto mais os torcedores estiverem engajados, maior será a demanda pelos tokens do clube. Isso é o que determinará o seu potencial de valorização.

E então? O que você achou dos fan tokens? Deixe abaixo os seus comentários se você acha que vale a pena ou não investir nesses ativos digitais. E, se você se interessa pelo mundo dos criptoativos, dê uma olhada nestes conteúdos também:

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