IGC-NM: o que é e como funciona esse índice?

O Índice de Governança Corporativa Novo Mercado, ou IGC-NM, é um indicador econômico que mede o comportamento dos ativos listados no Novo Mercado da B3. Por conta disso, é composto pelos papéis com maior nível de governança da bolsa.

O parâmetro segue uma série de critérios e regulamentos estabelecidos pela legislação brasileira e também pela B3. O objetivo dessa iniciativa é demonstrar o rendimento médio das empresas que promovem a boa governança corporativa.

Além do Novo Mercado, a bolsa possui outras quatro categorias com regras diferentes de governança corporativa: Bovespa Mais, Bovespa Mais Nível 2, Nível 2 e Nível 1.

A composição do IGC-NM segue algumas regras semelhantes a outros indicadores setoriais: os ativos devem ter presença mínima em pregão de 50% no período das três carteiras anteriores e também quando estiverem na listagem.

Não podem fazer parte desse parâmetro nenhum BDR ou ativos considerados “penny stocks” (valor abaixo de R$ 1,00). As companhias que passam por processos judiciais e extrajudiciais também ficam de fora dos cálculos.

O IGC-NM é um índice de retorno total. Ou seja, ele representa não somente as variações dos preços dos ativos mas também as distribuições de dividendos proporcionadas pelas empresas.

Quais empresas e segmentos compõem o IGC-NM?

Atualmente, o IGC-NM tem a participação de 149 ativos diferentes separados entre 35 setores econômicos diferentes. Deste total, cinco segmentos concentram a maior parte da participação nos cálculos. Confira abaixo quais são eles e quanto representam na metodologia:

  1. Materiais Básicos - Mineração: 19,2%
  2. Consumo Cíclico - Comércio: 11,4%
  3. Financeiro e outros serviços diversos: 8,7%
  4. Saúde - Serviços médicos hospitalares e diagnósticos: 5,8%
  5. Utilidade Pública - Energia Elétrica: 5,3%

As outras 30 áreas somam os 49,5% restantes dos cálculos. Essa maior importância de alguns grupos e empresas também é demonstrada pelos ativos que compõem o IGC-NM. Entre os 149 papéis, os dez mais relevantes equivalem a quase 53% da participação no cálculo desse índice:

  1. Vale (VALE3): 19,2%
  2. B3 (B3SA3): 8,3%
  3. Magazine Luiza (MGLU3): 4,6%
  4. Weg (WEGE3): 3,8%
  5. Banco do Brasil (BBAS3): 3,3%
  6. Intermédica (GNDI3): 3,0%
  7. Grupo Natura (NTCO3): 2,9%
  8. Localiza (RENT3): 2,7%
  9. Suzano (SUZB3) : 2,7%
  10. JBS (JBSS3): 2,5%

O cálculo leva em consideração todos os 149 ativos dessa listagem da B3. Para isso, é feito uma média ponderada da variação conforme regulamentação do índice. Os critérios são definidos previamente pelo Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da B3.

Quais empresas compõem o Novo Mercado?

A iniciativa começou no ano 2000, quando a bolsa brasileira estipulou uma série de critérios para padronizar as atividades de governança corporativa das instituições. Desde então, o objetivo desta listagem é promover as boas práticas administrativas e, consequentemente, aumentar a confiança do mercado financeiro nestas companhias.

Dentre os fundamentos previstos, quatro são os principais: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Além das exigências previstas em lei, as instituições devem cumprir uma série de outros requisitos previstos pela B3.

Para compor o Novo Mercado, a companhia deve ter o capital de ativos negociado exclusivamente por ações ordinárias. Em caso de venda da empresa, os investidores minoritários devem ser assegurados com tag along de 100%.

Além disso, as instituições devem cumprir uma série de outras exigências como auditorias e outros departamentos regulatórios e fiscalizadores.

Quanto às ações mantidas em circulação, para compor o Novo Mercado, as empresas devem ter, no mínimo, 25% de todos os seus ativos no free-float - com exceção das companhias que possuem alto volume diário de negociação (mais que R$ 25 milhões). Neste caso, a porcentagem cai para 15%.

Os ativos e empresas que estão englobados nos cálculos do IGC-NM podem ser encontrados na plataforma oficial da B3 (clique aqui).

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