Como funciona o imposto de renda em renda fixa?

Os investimentos em renda fixa possuem tributação do imposto de renda com alíquotas que incidem nos rendimentos. Além disso, essa cobrança é feita de acordo com a tabela regressiva – onde as taxas variam inversamente proporcional com o tempo de investimento.

Em outras palavras, quanto maior o tempo investido, menor será a taxa cobrada.

Essa é uma forma de estimular os investimentos a médio e longo prazos. Por conta disso, é muito importante conhecer quais são as alíquotas de imposto que vão incidir diretamente em cima dos ganhos dos ativos.

No entanto, nem todos os tipos de investimento em renda fixa possuem tributação de imposto de renda. Dentre as modalidades que não têm essa tarifa estão: as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e as debêntures incentivadas.

Todos as outras categorias de investimento em renda fixa são tributadas pelo imposto de renda com alíquota que varia de 22,5% a 15%, que decresce 2,5% a cada período:

Tempo de investimento
Alíquota sobre o rendimento
Até 180 dias (até 6 meses)
22,5%
De 180 dias até 360 dias (6 meses a 1 ano)
20%
De 361 dias até 720 dias (1 a 2 anos)
17,5%
Mais de 720 dias (mais de 2 anos)
15%

Os descontos são feitos pelas próprias instituições emissoras dos títulos e acontecem sempre nas datas de retiradas.

Por exemplo, se um papel do Tesouro Direto tem vencimento em 5 anos, o imposto cobrado incidirá somente na data de resgate e, neste caso, será de 15% dos rendimentos caso seja resgatado no final de todo período.

No entanto, se nesse meio tempo, houve algum recebimento, o valor cobrado será de acordo com a data desta operação.

Quais os investimentos em renda fixa que são tributados pelo Imposto de Renda?

A maior parte dos investimentos em renda fixa é tributada de acordo com a tabela regressiva de imposto de renda: Tesouro Direto, CDB (Certificado de Depósito Bancário), RDB (Recibo de Depósito Bancário), LC (Letra de Câmbio) e Debêntures (com exceção das incentivadas).

Embora a tributação aconteça de forma semelhante em todas essas categorias, é importante conhecer a característica de cada uma delas para que as alíquotas não prejudiquem sua expectativa de rendimento.

Por exemplo, existem alguns títulos públicos do Tesouro Direto que têm liquidez semestral diante dos rendimentos. Ou seja, os ganhos são debitados a cada seis meses.

O que significa que no primeiro ano de investimento, os valores cobrados por imposto de renda vão comprometer um quinto ou mais do total dos ganhos obtidos.

Por isso, é muito importante ter um planejamento para retiradas caso elas aconteçam nos primeiros meses de investimento. Ou então, antes de investir, pesquisar se não há algum tipo de ativo com rentabilidade menor, mas que por ser isento de imposto de renda, traga resultados muito mais satisfatórios para sua carteira.

Entre esses ativos que são isentos, existem as Letras de Crédito (LCI e LCA), Debêntures incentivadas, Certificados de Recebíveis (CRI e CRA). Por serem isentos, mesmo com taxa de rentabilidade menor, trazem melhores rendimentos aos seus investidores.

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