INSS ou previdência privada? Qual é o melhor?

A aposentadoria é um assunto que gera muita preocupação entre os brasileiros. Isso porque o sistema de previdência pública está sempre nas discussões econômicas do governo e em constante disputa política por mudanças.

A cada reforma, surgem novas regras de aposentadoria para o contribuinte.

Por conta disso, dificilmente as leis estabelecidas hoje serão as mesmas daqui a 20 ou 30 anos. Diante dessa instabilidade, os programas de previdência privada ganharam muita força nos últimos anos.

Para quem é assalariado, não há muita escolha sobre contribuir ou não para o INSS, já que o desconto é feito de maneira automática no pagamento.

No entanto, a previdência privada surge como uma opção complementar de renda para aqueles que não confiam numa boa aposentadoria pública no futuro.

Mas, afinal, o que é o INSS e como funciona atualmente?

A sigla significa Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e é a instituição responsável por receber as contribuições do regime público de previdência social.

Ligado ao Ministério da Economia, é um órgão que cuida também de outros tipos de benefícios, como: Auxílio-doença, salário-maternidade, pensão em caso de morte, auxílio-acidente e outros.

Por ser governamental, suas regras acompanham as legislações que estão suscetíveis a mudanças ao longo do tempo.

Atualmente, com a última reforma aprovada em 2019, o modelo ficou da seguinte maneira: idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Além disso, ambos devem contribuir por no mínimo 15 e 20 anos, respectivamente.

Para quem deseja atingir o teto de contribuição do INSS, que atualmente é R$ 6.101,06, deve contribuir por 35 (mulheres) ou 40 anos (homens). Já nas outras modalidades, a garantia é de receber 60% da média dos salários contribuídos.

Ao que parece, a cada reforma da previdência aprovada, as regras cada vez ficam mais estreitas e os benefícios cada vez menores. Esse é um dos grandes motivos pelos quais os contribuintes têm procurado a previdência privada.

Como funciona a previdência privada?

Diferente do INSS, a previdência privada é um fundo gerido por uma instituição não governamental. Ou seja, ela não está condicionada a reformas políticas ou crises contábeis sobre as contas do governo.

É uma modalidade de investimento onde o contribuinte tem maior poder de decisão sobre os valores a serem aplicados e também sobre a quantia que ele deseja receber quando se aposentar.

Os investimentos em previdência privada podem ser feitos em instituições bancárias. Eles consistem em fundos de investimento especializados nesta categoria de ativos.

É sempre importante lembrar que essas operações são pensadas ao longo prazo. No entanto, existe a possibilidade do resgate antecipado, caso o investidor precise (cada fundo tem seu regulamento para isso).

Além disso, não existe idade mínima nesse formato de investimento, nem mesmo as regras que diferenciam homens e mulheres.

Ao colocar o seu dinheiro num fundo de previdência privada, você terá uma instituição cuidando do seu capital de forma a trazer os melhores rendimentos para sua futura aposentadoria.

Por isso, é fundamental procurar empresas sólidas e sérias para fazer esse trabalho. Afinal, é sua aposentadoria que está em jogo.

A grande desvantagem é que a previdência privada não possui nenhum benefício extra além da aposentadoria - ao contrário do INSS.

Por conta disso, é recomendável que o contribuinte faça pelo menos o pagamento dos valores mínimos do INSS para ter acesso a essas vantagens.

Quais as vantagens do INSS?

  • Garante o auxílio financeiro em situações específicas (auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-acidente, pensão em caso de morte e outros);
  • A contribuição é feita automaticamente para quem é CLT;

Quais as vantagens da Previdência Privada?

  • Não possui regras de idade mínima ou teto para aposentadoria
  • O contribuinte escolhe quanto pagar
  • A data do resgate não muda conforme as leis do país
  • Os fundos possuem gestores especializados em gerar melhores rendimentos

O mais interessante de toda essa análise, é que as pessoas não são obrigadas a escolherem entre um e outro. Ou seja, é possível ter os dois tipos de modelos na sua carteira.


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