Hedge: como proteger o seu patrimônio

Literalmente, hedge significa “cerca” ou “limite”. Em relação ao patrimônio, a palavra está associada a formas de proteção dos ativos.

Nesse sentido, o objetivo do hedge é proteger os recursos de eventuais riscos trazidos pelas oscilações do mercado.

E como funciona o hedge?

Resumidamente, para fazer um hedge, deve-se tomar por base o valor atual de um determinado ativo e estabelecer o seu preço no futuro.

No mercado, existem diferentes tipos de hedge. O que irá determinar a utilização de uma ou outra modalidade será o ativo ao qual ele se refere.

A seguir, veja os principais tipos de hedge:

Hedge em commodities

Esse tipo de hedge é um dos mais utilizados, e, também um dos mais antigos do mercado financeiro. Ele visa garantir os preços futuros das negociações entre produtores e compradores de determinadas commodities.

Basicamente, o hedge em commodities funciona assim: produtores e compradores negociam o preço de um determinado produto por meio de contratos futuros. Desse modo, fixam os valores no momento do fechamento desses contratos, mas o dinheiro e os produtos serão entregues somente na data futura que foi combinada.

Essas operações são importantes para dar previsibilidade de preços aos envolvidos na negociação. Dessa maneira, tanto o produtor quanto o comprador saberá exatamente quanto valerá os itens comercializados no momento da safra.

Hedge Cambial

O hedge cambial tem por objetivo reduzir ao máximo as perdas que a variação da moeda estrangeira possa trazer aos ativos.

Nesse sentido, ele pode ser realizado de diferentes formas. Um investidor que aplica somente em moeda local pode, por exemplo, alocar parte de seus recursos em fundos cambiais. Dessa forma, ele conseguirá minimizar os efeitos de uma desvalorização do real sobre o seu patrimônio.

 Além disso, o hedge cambial também é feito por empresas que negociam produtos cotados em moedas estrangeiras. Nesses casos, por meio do hedge cambial, elas conseguem fixar o valor da moeda e se protegerem de eventual variação cambial.

Hedge com ações

Também é possível utilizar instrumentos de hedge nas operações com ações. A seguir, veremos duas formas de fazer isso:

Hedge com ações de correlação negativa

Primeiramente, vamos explicar o que significa correlação negativa.

No mercado financeiro, esse termo é utilizado quando dois ativos se movem em direções opostas. Por exemplo, ações de exportadoras e de empresas que atuam só no mercado nacional possuem correlação negativa.

O motivo é simples: a alta do dólar faz com que os títulos das exportadoras se valorizem em relação às empresas que atuam somente no mercado interno. E, logicamente, o movimento inverso também ocorre.

Ou seja, ter ações de empresas que atuam em ambos os mercados também é uma boa alternativa de hedge para os investimentos.

Hedge com ações e opções

Outra boa forma de fazer hedge é ter uma ação e, também, a sua opção.

Isso porque os movimentos das ações e opções são inversos. Logo, quando uma sobe, a outra cai. Desse modo, ao adquirir a ação e a respectiva opção, é possível que o investidor consiga proteger o seu capital de eventuais perdas.

Por fim, saiba que o assunto hedge é extenso e bem mais complexo. Nosso objetivo aqui foi proporcionar um primeiro contato com o tema. Caso você tenha alguma dúvida, ou deseje saber mais sobre hedge, deixe aqui os seus comentários!


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