5 investimentos para o médio prazo

Parece óbvio, mas é importante conceituarmos: Médio prazo é o período que não pode ser considerado curto e nem longo. Ou seja, podemos entender que esse tempo corresponde a investimentos com prazo de vencimento de um a cinco anos. No entanto, é perfeitamente compreensível que essa data máxima possa se estender um pouco.

Geralmente, os investimentos a médio prazo são aqueles que possuem uma data limite para o resgate e que esse tempo é maior que um ano. Ou seja, é destinado para quem deseja realizar projetos futuros em determinada data, como a compra da casa própria daqui a cinco ou seis anos.

1. Letras de Crédito (LCI e LCA)

As duas modalidades de investimento mais lembradas quando se pensa em médio prazo são as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Esses títulos são negociados por bancos para financiamento de projetos dessas duas áreas.

O grande atrativo é que são papéis isentos de imposto de renda, o que aumenta a possibilidade de ganhos.

Geralmente, os prazos costumam ter de três a cinco anos e nem todos permitem o resgate antecipado. Apesar disso, possuem tempo de carência de 90 dias. Mesmo assim, são ótimas alternativas de renda fixa com boa rentabilidade, inclusive com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

2. CDB

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) também são títulos emitidos por instituições bancárias com a garantia do FGC.

Neste tipo de operação, não há isenção do imposto de renda. No entanto, as possibilidades de rentabilidade podem ser maiores entre as oferecidas em bancos pequenos e médios.

A grande vantagem é a diversidade dos certificados disponíveis, pois possibilita encontrar um CDB ideal para os objetivos da sua carteira de investimento.

3. Tesouro direto

O Tesouro Direto é um programa do governo para estimular o investimento de pessoa física em títulos do governo.

Embora não sejam garantidos pelo FGC, são os papéis mais seguros do país, pois são emitidos pelo Tesouro Nacional.

Dentre as possibilidades, é possível escolher dentre três categorias: Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA. Todos eles são investimentos em renda fixa que possuem boas rentabilidades para o médio e longo prazo.

4. Fundos de investimento

Fundos de investimento são um serviço onde existe um gestor especializado que toma conta das aplicações do grupo. O investidor compra cotas de participação e recebe as rentabilidades dos papéis investidos pelo administrador.

Existem várias possibilidades, das mais conservadoras - onde a maioria do capital está aplicada em renda fixa - e as mais ousadas que são aquelas que investem mais em renda variável. No entanto, com essa diversidade de alternativas é possível encontrar um modelo que seja ideal para seus objetivos.

5. Debêntures

As debêntures são um tipo de investimento em renda fixa onde as empresas emitem papéis para captação de recursos de investidores. Por conta desse empréstimo, são pagos juros em cima do capital aplicado.

Possuem um risco maior e não possuem a garantia do FGC. No entanto, as rentabilidades podem ser muito boas - ainda mais se elas forem incentivadas pela isenção de imposto de renda. Em geral, possuem vencimentos de médio a longo prazo.

Impostos e taxas para médio prazo

Quando pensamos a curto e médio prazo, é importante termos em mente sobre as tarifas que incidirão sobre nossas aplicações. Isso porque a maioria dos investimentos possui cobrança de Imposto de Renda de maneira regressiva. Ou seja, quanto menor o tempo investido, maior será a taxa cobrada (é a famosa tabela regressiva).

Além disso, algumas modalidades de investimento possuem outras taxas cobradas como corretagem, administração, performance. Por isso, é fundamental conhecer sobre todas as tarifas cobradas no título que você vai aplicar seu dinheiro, pois isso vai afetar diretamente os seus rendimentos e resultados.


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