Investindo em Ações no Longo Prazo: resenha do livro

Jeremy Siegel, professor de finanças da Universidade da Pensilvânia, lançou, em 1994, a primeira edição de seu livro: Investindo em Ações no Longo Prazo.

O livro se tornou um clássico do mercado financeiro e é considerado um guia para qualquer investidor do mercado de ações. Para quem quer entender a fundo as forças que movem os mercados, o livro é uma boa escolha.

O livro é dividido em 24 capítulos, distribuídos em cinco partes. O autor vai abordar uma série assuntos fundamentais para todo investidor. A tese principal do livro é que, para obter bons retornos em ações, é preciso se pensar no longo prazo e criar uma estratégia de investimento que seja disciplinada.

Princípios importantes do livro

1. É importante manter suas expectativas de acordo com dados históricos: de acordo com o autor, nos últimos 200 anos, as ações ofereceram retorno entre e 6% e 7% após a inflação, e foram vendidas segundo um índice de P/L médio de 15x durante esse período.

2. Os retornos das ações são mais estáveis a longo prazo do que a curto prazo: quanto maior o prazo observado, maior tende a ser a valorização das ações, principalmente quando comparadas com outras classes de ativos mais seguras, como por exemplo títulos públicos federais.

3. Procure alocar a maior porcentagem dos ativos de sua carteira de ações em fundos de índices de ações de baixo custo: o autor apresenta no livro que, desde 1971, apenas 1/3 dos gestores de fundos mútuos nos Estados Unidos conseguiram superar o desempenho do mercado medido pelos índices amplos, como o S&P 500 que mede o desempenho da bolsa de valores americana.

Aqui no Brasil, o Ibovespa é o principal índice que mede o desempenho da bolsa de valores brasileira.

4. Aloque pelo menos 1/3 dos ativos de sua carteira em ações internacionais: ter ações estrangeiras é imprescindível na atual economia global.

5. Historicamente, as ações de valor têm retornos superiores e menor risco do que as ações de crescimento: o autor define ações de valor como ações de grandes empresas já consolidadas e que possuem uma grande parcela do mercado em que atuam.

6. Estabeleça regras firmes para manter sua carteira nos trilhos: as emoções dos investidores fazem que, com frequência, os preços das ações fiquem abaixo de seus valores intrínsecos.

Às vezes, os investidores não conseguem resistir ao ato de comprar quando o mercado está otimista, e vender quando todos estão pessimistas. Dessa forma, é importante que o investidor tenha sua estratégia bem definida para não se deixar levar por momentos de euforia ou desespero.

Dados utilizados no livro

Todos os dados utilizados pelo autor no livro são da economia americana, e em outras partes do livro, ele usa como base de comparação os mesmos dados, mas de outras economias desenvolvidas e com histórico de economias estáveis.

Essa comparação é feita para provar que a lógica defendida por ele está correta, não se resumindo apenas à economia dos Estados Unidos. Mas, isso não significa que os resultados seriam os mesmos caso os estudos fossem feitos com base nos dados da economia brasileira.

Isso porque o Brasil possui um longo histórico de instabilidade, e consequentemente juros e inflação fora de controle, o que prejudica o desempenho das empresas listadas na bolsa e de suas ações.

Mas, de fato, o livro é um clássico e, mesmo que algumas abordagens sejam mais delicadas ao se aplicar no cenário brasileiro, as teorias de Jeremy Siegel são sensacionais e podem fazer você transformar sua visão e estratégia de investimentos.

Comenta aí, Yubber, você se interessou pelo livro?

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