Crise do Subprime: o que foi e como afetou a economia?

A crise do subprime teve início em 2007, quando a chamada “bolha imobiliária americana” causou a maior crise financeira desde a Grande Depressão de 1929.

Porém, o seu auge foi em 18 de setembro de 2008, quando o Lehman Brothers, um dos mais tradicionais bancos de investimentos dos EUA, foi à falência. Isso fez com que as bolsas do mundo inteiro despencassem, e tornou a data conhecida como “segunda-feira negra”.

Neste artigo, entenda a origem da crise do subprime, e saiba quais foram as suas consequências para a economia mundial.

Em primeiro lugar, o que é subprime?

Subprime é o nome dado ao crédito concedido a clientes que não têm garantias suficientes para comprovarem sua capacidade de pagamento. Em outras palavras, trata-se de empréstimos de segunda linha, com alto risco de inadimplência.

O termo foi criado nos Estados Unidos no início dos anos 2000. Na ocasião, os juros americanos estavam em baixa, o que fez com que a procura pelo crédito aumentasse.

Por sua vez, a economia do país estava em crescimento, e isso motivou os bancos a concederem muitos financiamentos baseados em hipotecas de alto risco.

Na época, o mercado financeiro se referia a esses novos clientes como ninja: no income, no jobs, no assets (sem renda, sem trabalho, sem patrimônio). Os créditos subprime também ficaram conhecidos como créditos podres.

Por que começou a crise do subprime?

Como vimos, os bancos norte-americanos concederam muitos créditos podres no início dos anos 2000. Isso aconteceu porque, na época, havia maior desregulamentação no sistema financeiro, o que permitiu aos bancos práticas arriscadas de alavancagem.

Os problemas no subprime começaram a aparecer entre 2004 e 2006. O motivo foi a taxa de juros do país que, somente nesse período, subiu de 1% para 5,35% ao ano. Isso fez com que as pessoas que tinham esses empréstimos de segunda linha começassem a ter dificuldades para pagá-los. Por isso, muitos ficaram inadimplentes, e a solução foi dar o imóvel hipotecado em pagamento da dívida.

O estouro da “bolha imobiliária”

Com uma quantidade tão grande de imóveis sendo dados como pagamento, ocorreu uma desvalorização generalizada no mercado imobiliário. Por isso, esse acontecimento também foi chamado de “bolha imobiliária americana”, o qual tomou proporções gigantescas e culminou com a falência do centenário Lehman Brothers em 2008.

Causas da crise do subprime

Algumas das principais causas do subprime foram:

1 – Concessão de crédito sem critérios adequados

Como vimos, a euforia causada pelos juros baixos e pelo bom momento da economia tomou conta do mercado financeiro. E os bancos, aproveitando a baixa regulamentação, concederam créditos de alto risco e sem garantias adequadas.

2 – Inadimplência e queda do valor dos imóveis

Com o aumento dos juros, foi ficando difícil liquidar os empréstimos, e a inadimplência se alastrou pelo mercado. Isso causou a queda generalizada de preços dos imóveis

3 – Transferências de créditos via derivativos

Como era muito difícil receber o pagamento dos subprimes, os bancos transformaram esses créditos em derivativos e lançaram esses títulos com preços muito maiores do que valiam.

Saiba mais sobre o que são e para que servem os derivativos neste artigo. 

Ou seja, títulos lastreados em créditos podres se espalharam por todo o mundo e poluíram o mercado financeiro mundial. Para completar a tragédia econômica, agências de risco, até então confiáveis, classificaram esses títulos com rating AAA, o que contribuiu para agravar a crise.


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