A diferença entre reserva de emergência e reserva de oportunidade

A Reserva de Emergência e a Reserva de Oportunidades são quantias destinadas a dois momentos diferentes: a primeira é para suprir dificuldades e a outra para aproveitar bons cenários. Parece óbvio, mas ambas são montantes de dinheiro que ficam aguardando as circunstâncias para serem utilizadas.

Mas para entendermos melhor, é preciso ter em mente as definições de cada uma dessa modalidade.

Reserva de Emergência: o que é?

Como o próprio nome diz, a Reserva de Emergência é aquele dinheiro guardado para momentos delicados que podem surgir de forma repentina.

Seu cálculo é feito baseado num período de tempo que geralmente é de seis meses. Para saber o valor é preciso saber quanto é a despesa total gasta pelo investidor mensalmente e multiplicar esse número pelos meses que a reserva for destinada.

Geralmente, os títulos mais usados para esse tipo de investimento são os títulos de renda fixa públicos ou privados e, de preferência, com liquidez diária: Tesouro Selic, alguns CDBs e fundos de investimento que aplicam nesse tipo de ativo.

Assim como a reserva de oportunidade, esse dinheiro exige que seja aplicado em títulos que permitam o resgate facilmente. Ou seja, é aconselhável que estejam alocados em modalidades com liquidez diária.

Além disso, um outro motivo para a escolha dos ativos em renda fixa é a segurança. Pela característica das reservas, é necessário que o risco das aplicações seja baixo, aspecto que esse tipo de título pode oferecer - diferente da renda variável.

Reserva de Oportunidade: o que é?

A Reserva de Oportunidade também parece ser auto explicativa pelo nome. Isso porque é um montante destinado para o investidor poder aproveitar as oportunidades que podem surgir repentinamente.

O objetivo dessa estratégia é ter dinheiro em caixa para quando aparecer boas oportunidades de negócio. Geralmente, esses cenários surgem em momentos de muito pânico ou euforia do mercado financeiro.

Ou seja, os propósitos desse tipo de reserva não tem nada a ver com a finalidade da reserva de emergência. Enquanto uma está relacionada a um momento ruim, a outra pode ser uma situação boa para o investidor.

Para calcular a reserva de oportunidade, é preciso ter em mente quais são os objetivos e metas a serem alcançadas. Para isso, é necessário identificar quais serão as oportunidades esperadas em determinado período.

Nem todo investidor precisa ter uma reserva de oportunidade - principalmente os pequenos. Isso porque esse tipo de investimento exige liquidez diária. Ou seja, para que isso se concretize, o investidor deverá abrir mão de uma boa rentabilidade.

Por exemplo, a compra de um apartamento ou até mesmo um carro. Para efetuar essa operação, o investidor precisará de um montante maior de dinheiro. No mundo financeiro, acontece de forma semelhante.

Na maioria das vezes é mais recomendável que haja investimento aos poucos, do que deixar esse dinheiro parado esperando uma oportunidade surgir. Para pequenos objetivos, talvez essa não seja a melhor estratégia.

Quais as diferenças e semelhanças entre Reserva de Emergência e Reserva de Oportunidade?

Como já mencionamos, a principal diferença entre essas duas reservas é o objetivo de cada uma delas. A reserva de emergência tem seu cálculo baseado nas despesas mensais, enquanto a outra reserva é calculada de acordo com a definição de oportunidade de cada investidor.

Embora ambas tenham boas intenções, somente a reserva de emergência é recomendada para todos os tipos de investidores. Isso porque o montante de oportunidade não é tão aconselhável para aquelas pessoas que não dispõem de muito capital.

Ainda assim, o destino de ambas as reservas devem ser alocados em ativos de renda fixa. Isso porque essas modalidades garantem mais segurança para esses recursos. Não mais importante que baixo risco, esses ativos também devem possuir fácil liquidez - uma vez que o prazo do resgate pode acontecer a qualquer momento.


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