IDIV: como funciona o Índice de Dividendos

O IDIV é formado pelos papéis das empresas que mais pagam dividendos aos seus acionistas. Ou seja, ele funciona como uma carteira de dividendos teórica das ações listadas na bolsa brasileira.

Como é composto o IDIV

Para fazer parte do IDIV, as ações precisam estar entre as 99% mais negociadas na bolsa no período das 3 carteiras anteriores. Além disso, os papéis devem estar presentes em 95% dos pregões dos últimos 6 meses do período de análise.

Outro requisito também é estarem entre os 33% com os maiores dividend yields dos últimos 36 meses. Finalmente, também devem ter a soma dos dividend yields de cada 12 meses maior que zero nos últimos 3 anos. 

Não fazem parte do IDIV os BDRs e as ações de companhias em recuperação judicial. Também ficam excluídas do índice as empresas em regime especial de administração temporária e intervenção.

Pode-se negociar o IDIV?

Por se tratar de um índice da B3, não é possível negociar o IDIV. No entanto, existem outras formas de atrelar os investimentos a esse indicador.

Uma delas é montar uma carteira com todas as ações que formam o IDIV, inclusive respeitando a mesma proporção que cada uma tem no índice. Porém, essa é a maneira mais trabalhosa de seguir os rendimentos do índice.

Até porque, a cada alteração do IDIV, o investidor precisará readequar a sua carteira.

A outra forma, bem mais simples, é por meio de um Exchange Traded Fund (ETF): o DIVO11. Esse ETF segue o desempenho das ações das empresas que mais pagam dividendos.

Vantagens do DIVO11

Normalmente, as empresas que mais pagam dividendos costumam obter bons resultados em sua operação. Logo, tendem a ser mais saudáveis financeiramente. Dessa forma, investir nessas companhias pode ser uma boa maneira de proteger e rentabilizar o patrimônio.

Além disso, o DIVO11 proporciona diversificação para a carteira. Isso porque, ao adquirir esse ETF, o investidor consegue aplicar seus recursos em vários segmentos por meio de um único ativo.

Por fim, o desempenho desse ETF pode superar o IBOVESPA em muitas situações. Isso porque, como vimos, ele é composto por papeis das empresas mais sólidas e com bom histórico de valorização.

Desvantagens do DIVO11

Por outro lado, existem, também, algumas desvantagens em relação ao DIVO11.

Uma delas é o fato de o fundo só considerar as melhores pagadoras de dividendos. Isso porque existem muitas empresas saudáveis que não distribuem dividendos. Nesse sentido, essas companhias reinvestem os lucros na própria atividade, o que, também, as torna boas opções de investimentos.

Outro risco também diz respeito à análise exclusivamente numérica desse investimento. Ou seja, o DIVO11 não considera os fundamentos das empresas, como situação financeira, governança, mercado, entre outros.

Logo, se uma empresa atua num setor com problemas, ou está mal administrada, isso pode ser um risco para o investidor no longo prazo.

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