NYSE: como funciona a bolsa de valores de Nova York?

A Nova York Stock Exchange (NYSE) é a maior bolsa de valores do mundo. No ano passado, o volume de dinheiro movimentado por ela foi de quase US$ 23 trilhões.

Na segunda colocação, outra bolsa americana, a Nasdaq, que movimentou US$ 10 trilhões em 2019. A título de comparação com a B3, nesse mesmo período, a bolsa brasileira totalizou US$ 938 milhões.

Ou seja, em valores absolutos, a NYSE é disparada a bolsa que mais opera recursos no mundo. Isso significa que as maiores e mais consolidadas empresas estão listadas nesse mercado.

O edifício sede da NYSE é localizado na famosa Wall Street, que fica no distrito financeiro de Manhattan em Nova York. O espaço é emblemático pois já foi cenário de diversos filmes que retratam o mercado financeiro.

Atualmente é de propriedade da Intercontinental Exchange, uma holding que também tem ações na bolsa. Antes disso, fazia parte da NYSE Euronext (NYX) que veio da fusão da NYSE com a Euronext em 2007.

Para investir na bolsa americana, é possível pela compra de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) ou então de forma direta numa corretora internacional.

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Quais os índices usados na NYSE?

Ao todo, são quase 2500 empresas listadas na bolsa de Nova York. O que implica numa diversidade muito grande de ativos disponíveis. Além disso, por ser uma bolsa que opera há mais de 200 anos, existem muitas companhias antigas que ainda atuam no mercado de capitais.

Essa grande diversidade pode dificultar um pouco a análise do desempenho do mercado como um todo. Portanto, não existe somente um indicador financeiro que analise a NYSE. Ao menos três indicadores são os mais usados para isso: Dow Jones Industrial Average, S&P 500 e NYSE Composite.

No entanto, existem vários outros parâmetros que englobam o desempenho de determinados grupos do mercado listado na bolsa americana. Alguns exemplos: NYSE U.S. 100 Index, NYSE Energy Index, NYSE International 100, NYSE Financial Index, NYSE World Leaders Index, NYSE Health Care.

História da NYSE

A bolsa de valores de Nova York foi fundada em 1792 com o intuito de organizar e centralizar o mercado de valores mobiliários da cidade. Na época, importantes corretores se reuniram na região de Wall Street e formularam o Acordo de Buttonwood, que veio a ser o primeiro documento da bolsa americana.

Desde então, a NYSE apresentou períodos de grande crescimento. Em 1901, precisou de um novo espaço para suas negociações e fundou uma sede própria para isso. O prédio foi desenhado pelo arquiteto George Post num estilo neoclássico e a bolsa funciona até hoje por lá.

Desde sempre, a NYSE abriga os papéis de grandes gigantes da economia: Coca-Cola, Disney, JP Morgan, PepsiCo e General Motors.

Diferenças entre NYSE e Nasdaq

Juntas, as duas bolsas americanas formam o topo das mais importantes bolsas de valores do mundo. Se somados os valores movimentados por elas, o número total é quase a soma das outras oito principais bolsas do mundo.

A primeira grande diferença é o custo de uma IPO nessas bolsas: o valor para uma empresa entrar na listagem da Nasdaq não chega a US$ 100 mil, número que pode ser cinco vezes menor do que uma IPO na NYSE.

Como consequência disso, o número de empresas listadas na Nasdaq é bem maior: 3800 instituições contra 250-0 da NYSE. Os setores em que cada bolsa atua também são considerados diferentes: os bancos, mineradoras e petrolíferas costumam estar listadas na bolsa de Nova York; empresas de tecnologia e comunicação, na Nasdaq.

Por conta desse perfil, o número de transações da Nasdaq pode ser até mais intenso que o registrado na NYSE. Isso porque as empresas de tecnologia ainda podem ser consideradas novatas e ainda não atingiram seu potencial máximo de valorização.


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