Quais tipos de fundos de investimento existem?

Antes de descrever os tipos de fundos de investimento disponíveis no mercado, é importante definirmos as características que essa modalidade possui.

A lógica mais usada para explicar essa categoria de ativo é a de um condomínio - onde existe um gestor, o síndico, que vai administrar as benfeitorias e despesas de determinado conjunto de apartamentos e prédios.

Os fundos de investimento funcionam nesta mesma estrutura, onde os investidores pagam cotas para participar. A soma daquilo que é aplicado é o patrimônio total do fundo que é administrado por um gestor especializado que vai trabalhar para fazer o capital render.

No entanto, esse serviço é pago por uma taxa de administração e geralmente possui também a cobrança de uma tarifa de performance. Esse último custo é cobrado quando o gestor consegue atingir alguma meta estipulada em estatuto - geralmente 1 ou 2%.

A grande vantagem aqui é a facilidade de ter um especialista cuidando do seu dinheiro e trabalhando para que tenha os melhores resultados.

Isso pode ser muito vantajoso para qualquer investidor, pois possibilita diversificação de ativos de uma maneira mais ágil - ainda que você pague por esse serviço.

Essas características são comuns a todos os fundos. O que vai mudar serão as porcentagens que cada fundo de investimento aloca seus recursos. Para isso, fizemos essa lista com uma breve explicação de cada:

1. Fundos de renda fixa

Os fundos de renda fixa são aqueles que geralmente investem cerca de 80% do seu capital em títulos desse tipo, como LCI, LCA, CDB e outros. São considerados mais conservadores por conta desse perfil.

Os outros 20% são a parcela que o gestor vai tentar trazer mais rentabilidade ao fundo, aplicando por exemplo em derivativos e outros tipos de papéis.

2. Fundos do Tesouro Selic

Apesar de ser um fundo de renda fixa, essa modalidade investe todos os seus ativos no Tesouro Selic que tem rendimentos atrelados à taxa básica de juros. É uma categoria muito usada para reserva de emergência ou reserva de oportunidade

3. Fundos de ações

Aqui o foco do investimento é no mercado acionário. Os fundos de ações devem investir no mínimo 67% do seu patrimônio nesse tipo de ativo. Geralmente, tem o Ibovespa como índice de referência para rentabilidade. Por conta do caráter variável, é considerado mais ousado.

4. Fundos multimercado

Diversificação é a palavra chave para definir os fundos multimercado. Aqui as possibilidades são muito grandes, pois os gestores podem alocar os recursos em diferentes tipos de investimento, aproveitando as oportunidades e saindo de possíveis crises.

5. Fundos imobiliários

Esses investimentos são feitos em imóveis físicos do setor imobiliário. Os Fundos Imobiliários podem ser divididos entre Fundos de Tijolo ou Fundos de Papel.

Os primeiros investem em imóveis físicos, como shoppings, hospitais e grandes galpões. Já o segundo é destinado para papéis de renda fixa, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Existe também a possibilidade dele possuir os dois tipos numa só carteira.

6. Fundos cambiais

Nessa modalidade, 80% dos recursos são alocados em moedas estrangeiras, geralmente, o dólar. Assim como o fundo de ações, os cambiais também apresentam maior risco devido à volatilidade dos índices.

7. Fundos referenciados

A intenção desse tipo de fundo é que seus investimentos acompanhem algum índice de referência econômico. Geralmente, a taxa mais usada é o CDI e por isso eles costumam ser chamados de fundos DI.

8. Fundos da dívida externa

Para que seja classificado como fundo da dívida externa, é preciso ter investido no mínimo 80% dos recursos em títulos da dívida externa brasileira. Por conta disso, são negociados internacionalmente.

9. Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDC)

Como o próprio nome diz, nesta modalidade, os FIDC devem aplicar no mínimo 50% em direitos creditórios, podendo ser em cheques, duplicatas, aluguéis ou parcelas de cartão de crédito.

10. Fundo de Investimento em Cotas (FIC)

Por fim, os FICs são aqueles que participam de outros fundos por meio da compra de cotas. Ou seja, são especializados em diversificação de investimentos. No entanto, de acordo com aComissão de Valores Mobiliários (CVM), os FICs devem alocar no mínimo 95% do seu patrimônio em um fundo de um mesmo setor.

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