Viver de renda: quais investimentos pagam dividendos?

Viver de renda é o sonho de muita gente, e isso não é à toa. Imagine poder receber, periodicamente, renda suficiente para pagar os seus custos sem precisar trabalhar?

É claro que, para que isso aconteça, existe o esforço que deve ser despendido durante a sua vida. Para viver de renda, é preciso acumular patrimônio para que este, aplicado à uma taxa, lhe renda a quantia desejada.

Apesar de parecer um conto de fadas, tenho uma coisa para te contar: é real, é possível!

O processo vai demandar esforço, dedicação, disciplina, consistência, mas a linha de chegada pode ser recompensadora.

O artigo de hoje, portanto, tem o intuito de te mostrar algumas modalidades de investimentos que podem te ajudar com esse objetivo.

1.   Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA com Cupons Semestrais

Você provavelmente já ouviu falar do Tesouro Direto. Basicamente, o Tesouro Direto é um programa de investimentos da Secretaria do Tesouro Nacional, no qual são ofertados títulos emitidos pelo governo federal, considerados os mais seguros do país.

Dentre os títulos que são oferecidos, vou falar especificamente sobre o Tesouro IPCA e o Tesouro Prefixado.

O Tesouro Prefixado com cupom semestral é um título cuja rentabilidade é definida já na hora da compra. Já o Tesouro IPCA com cupom semestral, é um título cuja rentabilidade o investidor só sabe no vencimento da aplicação, pois ele vai acompanhar a variação da inflação.

Ambos possuem baixíssimo risco de crédito (famoso calote), inclusive, os títulos públicos federais são os que têm menos risco entre todos os outros investimentos.

Ambos vão pagar, a cada seis meses, os rendimentos gerados no período.

Aqui vai uma atenção: os rendimentos são distribuídos a cada seis meses, portanto você deve analisar se essa periodicidade se encaixa no teu objetivo.

Outro ponto importante de ser mencionado é que será descontado IR toda vez que receber o cupom. Portanto, aquele rendimento terá o imposto descontado.

2.   Ações

Quando uma empresa abre capital na Bolsa de Valores, suas ações passam a ser negociadas e, quando um investidor adquire ações ele se torna sócio da empresa. Logo, se ele se torna sócio, ele tem direito aos lucros.

Na bolsa é possível encontrar várias empresas que distribuem uma porcentagem considerável de seus lucros para os acionistas. A periodicidade pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual.

Esse lucro que é distribuído aos acionistas tem o nome de dividendos. E um detalhe importante de dizer é que os dividendos são isentos de IR, isso porque já houve o desconto de IR lá na DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), onde se apura o lucro líquido da companhia.

3.   Fundos Imobiliários

Os FIIs (Fundos Imobiliários) são cada vez mais os queridinhos quando o assunto é renda mensal. Basicamente, um fundo imobiliário aloca os recursos dos cotistas em diversos tipos de investimentos imobiliários.

Esses recursos podem ser aplicados, por exemplo, em shoppings, lajes corporativas, galpões logísticos, hospitais e até mesmo em alguns títulos de renda fixa com lastro imobiliário, como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

Portanto, ao invés de você aplicar rios de dinheiro em um imóvel diretamente, você pode comprar cotas de um fundo imobiliário a partir de pequenos valores.

A remuneração do cotista vem dos aluguéis dos empreendimentos. Como os aluguéis são pagos mensalmente, os valores correspondentes são distribuídos todos os meses aos cotistas.

4.  Previdência Complementar

Previdência complementar, ou previdência privada, como alguns preferem chamar, é uma forma de pensar na aposentadoria no longo prazo.

Você vai depositando um determinado valor mensalmente, fase essa chamada de diferimento e, depois do prazo acordado, fase chamada de resgate, você pode usufruir de seus recursos.

É possível resgatar o valor todo, mas, como estamos falando de periodicidade, é interessante que escolha um plano que vá te pagar mensalmente.

Fique atento para as taxas de administração e busque por um histórico positivo de retorno, afinal, você investirá por anos.

Como calcular o patrimônio necessário para ter a renda desejada

Você já se perguntou qual o valor que deverá forma de patrimônio para que consiga atingir a renda mensal desejada?

Primeiro você tem que entender o conceito básico de que, o patrimônio que você formar durante sua vida, não será retirado em frações depois, pois dessa forma, uma hora os recursos terminam, correto?

 A ideia é aplicar os recursos para que você consiga viver de renda com a rentabilidade gerada pelos recursos aplicados.

Portanto, a pergunta é: “Quanto eu devo ter de patrimônio, para que, aplicado à uma taxa, me renda X reais por mês?”

E a conta é muito simples!

Patrimônio = renda desejada anual / taxa anual

Se você quer ter como renda, por exemplo, R$ 10 mil, multiplique o valor por 12 meses para saber a renda anual, e teremos, portanto, R$ 120 mil.

Agora, vamos supor que você estima conseguir uma taxa de 6% a.a, acima da inflação, para investir o seu patrimônio total, o qual ainda descobriremos o valor.

Esses 6% estimado deverá entrar na fórmula como decimal, e não como percentual, ok?

Então vamos lá!

Patrimônio = R$ 120 mil / 0,06 = R$ 2 milhões

Portanto, isso significa que, para que você tenha uma renda mensal de R$ 10 mil (120 mil / 12), você deverá aplicar um patrimônio total de R$ 2 milhões de reais, à uma taxa de 6% a.a.

Então é isso, Yubber! Concentre seus esforços para atingir o seu objetivo de viver de renda. Ele é super possível!

E nunca deixe de buscar por conhecimento, pois ele é seu grande aliado nessa jornada. E falando em conhecimento, nós aqui do Yubb queremos te ajudar com isso. Temos diversos artigos em nosso site!

Ah, e não se esqueça, para formar o seu patrimônio, você precisa investir, e para encontrar investimentos disponíveis, é só entrar na nossa plataforma de buscador de investimento! Nela você consegue filtrar as informações de acordo com os seus objetivos.

Deixe um comentário se você gostou do artigo, Yubber!


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