4 pirâmides financeiras que foram descobertas

As pirâmides financeiras são esquemas de captação de recursos que usam o recrutamento de novos participantes para o pagamento de quem já está no negócio. Geralmente, usam um marketing agressivo e sedutor para conseguir novas pessoas.

Para não cair em esquemas como esse, é importante saber identificá-lo e também checar as informações da empresa. Em muitos casos, os criminosos associam a imagem de personalidades da mídia para darem credibilidade ao negócio. Na dúvida, é melhor sempre desconfiar. Listamos aqui cinco pirâmides que foram descobertas

1. Esquema de Ponzi - a origem das pirâmides

A primeira grande pirâmide financeira começou com o economista italiano Charles Ponzi em 1920. Naquela época, ele oferecia altos rendimentos em poucos meses aos participantes. Alguns relatos envolvem 50% de retorno em 45 dias e 100% em 90 dias.

Tamanho montante de dinheiro tornou o negócio muito divulgado e cada vez mais pessoas aderiram ao negócio. O pagamento dos primeiros participantes acontecia por meio do primeiro investimento daqueles que entraram na pirâmide por último.

Em seis meses, a pirâmide veio abaixo e o economista acabou preso e deportado para a Itália. Depois disso, ele veio morar no Brasil e acabou falecendo sem nada do dinheiro que conquistou com o esquema décadas atrás.

Por conta da grande repercussão do caso, a pirâmide financeira é também chamada de “Esquema de Ponzi”.

2. Pirâmide de Madoff - a maior pirâmide em volume de dinheiro

Diferentemente do esquema de Ponzi, o renomado economista Bernard Madoff oferecia rentabilidades mais discretas. Enquanto o primeiro prometia lucros altos, 50% a 100% do capital investido, essa pirâmide se baseava em retornos de 1 a 3% ao mês.

Na década de 2000, a empresa de Madoff recrutou milhares de clientes - e muitos deles eram famosos e instituições bancárias, como o Santander e o HSBC. Estima-se que o rombo total tenha sido de US$ 65 bilhões até 2008, quando o crime foi descoberto.

O empresário em questão era uma figura muito conhecida no meio financeiro. Em determinado momento, ele foi um dos diretores da bolsa de valores Nasdaq. Tamanha relevância deu credibilidade à sua companhia de investimento, o que consequentemente atraiu muitos participantes.

Na crise de 2008, os participantes tentaram sacar o dinheiro investido, mas já era tarde demais e o esquema foi desmantelado. Na época, Madoff foi condenado a 150 anos de prisão.

3. Telexfree - a maior pirâmide em número de vítimas

A Telexfree surgiu em meados de 2012 como uma suposta empresa de telemarketing que vendia esse tipo de serviço para a promoção do Voip - algo similar ao skype. Para movimentar o dinheiro, a empresa recrutava divulgadores, mas para entrarem no negócio, precisavam desembolsar uma certa quantia.

Nesse cenário, mais e mais pessoas foram entrando na pirâmide até que o esquema se desmoronou - depois de atingir cerca de 1,8 milhões de pessoas.

Obviamente, a empresa não tinha a autorização da ANATEL para funcionar. Mesmo assim, com o alto volume de dinheiro chegou a patrocinar o clube de futebol do Botafogo em 2014. Estratégias como essa eram para dar visibilidade e credibilidade ao esquema. Ao final de 2019, a justiça decretou a falência da empresa e uma dívida de mais de R$ 2 bilhões aos investidores.

4. JJ Investe - a mais recente descoberta no Brasil

A mais recente pirâmide descoberta no Brasil também envolveu uma empresa que patrocinou um clube de futebol carioca, dessa vez o Vasco da Gama. Além do time, várias personalidades brasileiras também caíram no golpe da JJ Investe.

Sem a autorização da CVM, a empresa atuava como investidora do mercado financeiro. Para atrair suas vítimas, oferecia rentabilidade de 10% ao mês. Depois que o esquema foi denunciado, milhares de pessoas não tiveram o dinheiro investido de volta.

A investigação segue acontecendo pela polícia e não ainda não se sabe o valor total de quanto essa pirâmide movimentou. Em novembro de 2020, o dono da JJ Investe, Jonas Jaimovick, foi preso e responde pelos crimes contra o sistema financeiro e também por estelionato.


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